segunda-feira, 14 de abril de 2008

(não) natural.

Nunca vos aconteceu olharem para algo, um facto, uma paisagem, uma condição ou um acontecimento, e sentirem que não era natural? Algo fabricado, irreal. Fruto de um capricho ou de uma vontade incerta do amanhã. Como se a realidade vos quisesse contrariar. Não pode ser assim. Mas é, e há que estar ciente de que, por vezes, não nos resta nenhuma opção senão aceitar.
E geram-se conflitos quando não aceitamos esta realidade (a nossa). Revolta, raiva, negação.
Mas a felicidade é eterna e apenas as suas razões são efémeras. Assim, cada um de nós, lidando e enfrentando com as adversidades à sua maneira, na grande maior parte das vezes, irá ultrapassar essa sua desordem interior. E o que acontece quando não se ultrapassa? Surge a verdadeira infelicidade. Uma dor tão forte que cessa a nossa vontade de viver. Talvez seja ignorância e ingenuidade minha mas o que poderá ser superior a tudo? O que poderá pesar mais que o respirar, o sentir, o amar? Talvez a falta de isso mesmo, não sei.

E como já tu dizias, ao Homem dói-lhe a ignorância. E eu, apesar de concordar, sinto que devo acrescentar que aquele que vive de olhos vendados para o mundo - e que desconhece a sombra que o cobre - consegue ser mais feliz com menos destreza. Ao verdadeiro ignorante, não lhe dói a ignorância.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Coincidências.

A vida é uma série de coincidências. Se mudarmos um pormenor, por mais pequeno que seja, o resultado será totalmente diferente.
Nunca pensaste no que teria acontecido se as coisas tivessem sido assim, em vez do que foram? Chega a ser irónico e assustador. O poder que os pormenores têm arrebata qualquer hipótese em que não damos importância a tudo. Em que não somos meticulosos e metódicos. Torna-se necessário tentar que tudo bata certo.

No entanto, há algo que nos impede de agir assim: a vontade. Essa ilusão que por vezes de nada serve, uma vez que o que sentimos e queremos nem sempre é o melhor. E eu (quase que) temo. Como decidir? A que dar mais importância mais quando tomamos uma decisão? Racionalidade ou vontade? E os impulsos? Por muito que escolha o que penso que seja o mais correcto agora - a racionalidade - sei que na altura, na chamada hora h, vou agir impulsivamente, tomada pelo ódio ou pelo amor, pela amizade ou pela raiva ou até mesmo pelo afecto ou pelo rancor. Só sei ser assim: complicada.

E sei também inventar desculpas para não estudar Filosofia: um post. E é esta a explicação para escrever às 23:30 de uma Quarta-feira :)