segunda-feira, 24 de março de 2008

Sabes?

Hoje acordei e senti que sabia. O porquê, o como, o para quê, o quando, o quem... Mas tu não me deixaste cair na mais perigosa das ilusões, a minha. Agarraste-me com as tuas mãos firmes - essas sim protegem-me e sabes bem o quanto - e mostraste-me. Muito mais que dizer que sim, que aplaudir cada passo meu: tu guias-me. Uma luz que brilha sem ofuscar. Que me deixa olhá-la sem nunca me perder ou ter de virar a cara. Assim és tu. Mais que palavras, momentos. Sentimentos, sabes?
Guiaste-me por ensinamentos que jamais pensei existirem. Ensinaste-me a perdoar, a decidir, a ser mais do que uma opinião preconcebida, um estereótipo. A ser, fundamentalmente, eu. Sem medo de perder mas com vontade de ganhar. Sem caprichos, prepotência. No entanto, deixaste a lição pela metade. Afirmas que a experiência irá ser, um dia, a minha melhor conselheira. Eu espero que sim, mas quero-te lá.
E então perguntaste-me:
- Ainda achas que sabes?
E, num sussurro que só tu sabes e conheces, repliquei:
- Não.
Mas e tu? Sabes?

sexta-feira, 21 de março de 2008

A realidade das metáforas.

Até realmente começar a escrever tinha decidido que o primeiro texto deste blog seria sobre mudança... Mas qual mudança? Sim, as relatividades começam aqui.

Há uns tempos atrás escrevi um texto sobre mim. Sem metáforas, só realidade pura (nada dura, no entanto). Hoje sei que estava enganada. Aquilo sim, eram só palavras bonitas. Ao ler aquele texto, já nem lhe vejo - ou sinto - o sentido.
E eu gosto de metáforas. De dizer o que quero sem que se perceba, se bem que para ser indirecta não tenho grande jeito. E toda a metáfora tem a sua realidade, não deve ser dita só porque soa bem.

P.S.: Excelsa, aquele post estava longe de ser triste. É o sabor da mudança. Além disso... desastrada? Onde? ;)
Desastrada? Hm, Mariana.