segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Estou cansada desses olhos cansados que me fitam. Afinal: quem és tu?

Desvaneios cansados.

És puro espelho. Que é tudo sem o ser. E sendo aquele ente que aparentas, reflectes aquilo que os outros são.
Tens medo de revelar o que és e refugias-te naqueles que não merecem. Munida de olhar vazio e distante, a frieza vive em ti. Distribuis as culpas por quem te acolhe: a tristeza que carregas é agora minha. Só que tu sabes - e não no fundo, está mesmo à flor da pele - que não devia ser assim. E surge a revolta. Pelas lágrimas que não podes deixar chorar, pelo Socorro que não ecoa... Por tudo aquilo que não podes mostrar que és.
És tão mais do que uma incógnita nesta equação. O resultado não é meu, é nosso. Prende-o a ti e não o soltes nunca. Quem sabe um dia descobrirás quem és. E quando o relógio parar vais perceber: dar-me uma oportunidade é a solução. Vou mostrar-te que não é, nem tem que ser assim.