Hoje acordei e senti que sabia. O porquê, o como, o para quê, o quando, o quem... Mas tu não me deixaste cair na mais perigosa das ilusões, a minha. Agarraste-me com as tuas mãos firmes - essas sim protegem-me e sabes bem o quanto - e mostraste-me. Muito mais que dizer que sim, que aplaudir cada passo meu: tu guias-me. Uma luz que brilha sem ofuscar. Que me deixa olhá-la sem nunca me perder ou ter de virar a cara. Assim és tu. Mais que palavras, momentos. Sentimentos, sabes?
Guiaste-me por ensinamentos que jamais pensei existirem. Ensinaste-me a perdoar, a decidir, a ser mais do que uma opinião preconcebida, um estereótipo. A ser, fundamentalmente, eu. Sem medo de perder mas com vontade de ganhar. Sem caprichos, prepotência. No entanto, deixaste a lição pela metade. Afirmas que a experiência irá ser, um dia, a minha melhor conselheira. Eu espero que sim, mas quero-te lá.
E então perguntaste-me:
- Ainda achas que sabes?
E, num sussurro que só tu sabes e conheces, repliquei:
- Não.
- Ainda achas que sabes?
E, num sussurro que só tu sabes e conheces, repliquei:
- Não.
Mas e tu? Sabes?
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